sexta-feira, 10 de maio de 2013

A DIFÍCIL VIDA DO PROFESSOR


         Nem todos se sentem seduzidos a prestar concursos, muito menos para escolas públicas e com isso conquistar um mínimo de estabilidade. Temendo ser “premiados”, parando em seletas escolas das chamadas “comunidades” e sofrer o que sociólogos e antropólogos negam existir - o choque cultural -, deixam de lado o sonho da estabilidade pela “tranquila” instabilidade. 

    Em 13 de julho de 1990 surgiu a lei 8069 e com ela o ECA com o intuito de “proteger os menores de abusos cometidos por maiores”. O ECA acabou transformando-se num meio supostamente garantidor de impunidade dos menores, segundo o entendimento de muitos. Sentindo-se desde então os reis da cocada, muitos alunos confortavelmente passaram a disparar ofensas aos professores, gravam tudo com seus celulares e com total alegria imediatamente publicam no Youtube e em redes sociais. Muito pior para os professores, especialmente quando revidam as agressões verbais, qualificando os infratores como bem entendem. De “chefes de bondes do mal” a outras expressões consideradas mais pesadas, professores que tanto discutem entre si o que fazer, com pais de alunos e diretamente com os próprios estudantes sobre as mais diversas formas de “bullying”, acabam tornando-se alvos e vilões aos olhos da sociedade. Afinal, descer ao nível do aluno mal-educado e agressivo não é a melhor opção. Aliás, nenhum professor que tem amor à vida arrisca “tirar onda” em “comunidades” (eufemismo para favelas) controladas por traficantes. Quando muito, em sonho pode tentar fazê-lo nas que têm a presença de UPPs. Já em escolas particulares o estudante é considerado cliente pela direção. Como o cliente é quem sustenta o lucrativo negócio e o professor é o material escolar mais barato e reciclável que existe, a corda impreterivelmente rói para o seu lado. Sem ter como reprovar o tão “bom e dedicado” estudante, o jeito é sempre passar-lhe um trabalhinho do tipo “copiar e colar” que salve sua nota e garanta-lhe a passagem de ano.


         Há professoras que repensam a vida profissional e imaginam o que poderiam ter sido, se não tivessem se dedicado ao magistério. Não faltam divagações sobre as possíveis alternativas, incluindo a prostituição. Se bem que a carreira do magistério há muito vem sendo mal comparada a mais antiga das profissões (1). O saudoso Chico Anysio certa vez contou uma piada a respeito (2).


          O fato é que há professoras energúmenas que vêm sonhando com isso até em voz alta. Piada ou não, surto ou não, nem sempre declarações do tipo são vistas  apenas como brincadeira por seus atentos e críticos colegas. Se bem que, pode até ser que tais professoras poderiam tê-lo feito com a intenção de seduzir algum presente. Porém, se tivessem revelado sua outra vocação particularmente a apenas um colega, certamente não sofreriam críticas dos demais.  Há um ex-professor, por exemplo, que acabou preferindo a batina às academias de musculação e ao uso de esteroides anabolizantes. A troca parece ter sido um ótimo negócio para ele. Continua há décadas na mídia e celebrando missas e gravando CDs para alegria dos fieis.


          O Facebook, por exemplo, passou a ser um verdadeiro muro de lamentações e nele há até um perfil chamado “professora indelicada” (3)


          Matérias :

1) denunciando ofensas de professores aos alunos: (4-12) ;         
2) professoras e/ou prostitutas: (13-20);
3) O que aconteceu com certas professoras? (21-25) ;
4) sobre estudantes que agridem professores estão abundantemente divulgadas na mídia. Basta consultar sites de busca. Alguns alunos consideram certos professores até bipolares.

Fontes bibliográficas:
(10) htpp://notícias.r7.com/cidades/aluno-grava-professor-ofendendo-estudantes-em-escolas-de-santa-catarina-01052013  ;
(25)http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/10/professora-e-demitida-apos-ex-aluno-tuitar-fotos-dela-nua-html









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