Nem todos se sentem seduzidos a prestar concursos, muito menos para escolas públicas e com isso conquistar um mínimo de estabilidade. Temendo ser “premiados”, parando em seletas escolas das chamadas “comunidades” e sofrer o que sociólogos e antropólogos negam existir - o choque cultural -, deixam de lado o sonho da estabilidade pela “tranquila” instabilidade.
Em 13 de
julho de 1990 surgiu a lei 8069 e com ela o ECA com o intuito de “proteger os
menores de abusos cometidos por maiores”. O ECA acabou transformando-se num
meio supostamente garantidor de impunidade dos menores, segundo o entendimento
de muitos. Sentindo-se desde então os reis da cocada, muitos alunos
confortavelmente passaram a disparar ofensas aos professores, gravam tudo com
seus celulares e com total alegria imediatamente publicam no Youtube e em redes
sociais. Muito pior para os professores, especialmente quando revidam as
agressões verbais, qualificando os infratores como bem entendem. De “chefes de
bondes do mal” a outras expressões consideradas mais pesadas, professores que
tanto discutem entre si o que fazer, com pais de alunos e diretamente com os
próprios estudantes sobre as mais diversas formas de “bullying”, acabam
tornando-se alvos e vilões aos olhos da sociedade. Afinal, descer ao nível do
aluno mal-educado e agressivo não é a melhor opção. Aliás, nenhum professor que
tem amor à vida arrisca “tirar onda” em “comunidades” (eufemismo para favelas) controladas
por traficantes. Quando muito, em sonho pode tentar fazê-lo nas que têm a
presença de UPPs. Já em escolas particulares o estudante é considerado cliente
pela direção. Como o cliente é quem sustenta o lucrativo negócio e o professor
é o material escolar mais barato e reciclável que existe, a corda impreterivelmente
rói para o seu lado. Sem ter como reprovar o tão “bom e dedicado” estudante, o
jeito é sempre passar-lhe um trabalhinho do tipo “copiar e colar” que salve sua
nota e garanta-lhe a passagem de ano.
Há
professoras que repensam a vida profissional e imaginam o que poderiam ter
sido, se não tivessem se dedicado ao magistério. Não faltam divagações sobre as
possíveis alternativas, incluindo a prostituição. Se bem que a carreira do
magistério há muito vem sendo mal comparada a mais antiga das profissões (1). O
saudoso Chico Anysio certa vez contou uma piada a respeito (2).
O
fato é que há professoras energúmenas que vêm sonhando com isso até em voz
alta. Piada ou não, surto ou não, nem sempre declarações do tipo são
vistas apenas como brincadeira por seus
atentos e críticos colegas. Se bem que, pode até ser que tais professoras
poderiam tê-lo feito com a intenção de seduzir algum presente. Porém, se tivessem
revelado sua outra vocação particularmente a apenas um colega, certamente não
sofreriam críticas dos demais. Há um ex-professor,
por exemplo, que acabou preferindo a batina às academias de musculação e ao uso
de esteroides anabolizantes. A troca parece ter sido um ótimo negócio para ele.
Continua há décadas na mídia e celebrando missas e gravando CDs para alegria
dos fieis.
O
Facebook, por exemplo, passou a ser um verdadeiro muro de lamentações e nele há
até um perfil chamado “professora indelicada” (3)
Matérias :
1) denunciando ofensas de professores aos
alunos: (4-12) ;
2) professoras e/ou prostitutas: (13-20);
3) O que aconteceu com certas professoras? (21-25) ;
4) sobre
estudantes que agridem professores estão abundantemente divulgadas na mídia.
Basta consultar sites de busca. Alguns alunos consideram certos professores até
bipolares.
Fontes bibliográficas:
(10) htpp://notícias.r7.com/cidades/aluno-grava-professor-ofendendo-estudantes-em-escolas-de-santa-catarina-01052013 ;
(25)http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2012/10/professora-e-demitida-apos-ex-aluno-tuitar-fotos-dela-nua-html
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