sábado, 2 de julho de 2011

MARCHAS DA MACONHA, DAS VADIAS, BISPOS ANGLICANOS GAYS E ALEGRIA ATEIA

Acabo de ler que a Marcha da Maconha em São Paulo teve a adesão de apenas 1500 pessoas e que seu propósito foi defender o “uso medicinal, contra a violência e corrupção gerada pelo tráfico de drogas”. Conversa fiada do cientista social Marcelo Magre. Ele sabe perfeitamente que não é pela defesa de uso medicinal que os participantes estão querendo a liberalização e descriminalização não apenas da maconha, mas de todas as drogas ilegais. A maconha é apenas o aríete. O que desejam é poder consumir a vontade não apenas maconha, mas qualquer outra droga com toda paz do mundo, preferencialmente com a irrestrita proteção do governo. Proteção essa que inclui fiscalização e controle sobre o grau de pureza e até de financiamento. Ou seja, a minoria quer que seus desejos sejam bancados pela maioria que se opõe ao vício.
Não duvido de que qualquer marcha anti-drogas venha a ser proibida e, ainda que o STF venha a permiti-la pelos mesmos motivos que o levaram a liberar a marcha da maconha em todo o território nacional. Menos ainda que a minoria viciada e barulhenta permaneça em silêncio, sem prejudicar a manifestação majoritária. Lembrando que, segundo a reportagem, nenhuma ocorrência foi registrada pela PM durante a marcha dos maconheiros.

Mas, outra marcha também está na moda. Trata-se da marcha das vadias (http://oglobo.globo.com/rio/fotogaleria/2011/14944/ ). Desta vez foi em Copacabana.

Estamos passando pela era de satisfazer ao máximo os desejos das minorias e pelo total  desprezo ao que pensa a maioria. Detalhe: uma minoria de onze elementos acaba decidindo sobre o destino de milhões, sem lhes conceder qualquer possibilidade de se manifestar contrariamente ao desejo de tais minorias. A maioria tornou-se, portanto, a parte desigual, a excrescência, a exceção. Seu parecer, vontade e desejo não são sondados, muito menos têm algum peso.

Enquanto isso, descubro  também que a igreja anglicana (inglesa) pretende admitir casamento e bispos gays. Será apenas questão de tempo a igreja anglicana no Brasil fazer rigorosamente o mesmo.

Para alegria ateia

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