sábado, 8 de outubro de 2011

COMO É DURO LIDAR COM ANALFABETOS FUNCIONAIS


        Procuro seguir bons exemplos e neles me inspirar para aprimorar, inclusive, o atendimento que faço em meu trabalho.Procurei montar um questionário para que o cliente o preencha antes de ser por mim atendido. Foi a melhor forma que encontrei.

        Por incrível que pareça, simplesmente não funciona. Raros são os que leem com atenção o que está escrito em caixa alta: FAVOR PREENCHER O QUESTIONÁRIO COM LETRA DE FORMA ANTES DE ENTRAR NA SALA DE AVALIAÇÃO.
100% das pessoas ignoram este aviso e assinam o nome no lugar em que deveriam apenas escrevê-lo com letra de forma.

       Por mais que também haja perguntas simples e objetivas e respostas padrão para que apenas um mero xis seja colocado dentro de parêntesis, a maioria deixa de registrar alguma resposta.

       Pesquiso no Google o que é considerado um analfabeto funcional e descubro em http://pt.wikipedia.org/wiki/Analfabetismo_funcional. No primeiro parágrafo encontro a seguinte explicação: Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade.”

Mas, também não é só isso que há tempos venho percebendo quando começo a puxar uma despretensiosa conversa. Quase sempre o interlocutor/a, no afã de falar sem parar, corta o que eu pergunto, comento, ou ensaio. Isso vem ocorrendo 100% das vezes. Como aprendi a ser bom ouvinte, a cada corte, vou limitando-me apenas a escutar e nada mais dizer.

 A única vantagem de se poder escrever sem a pretensão de ganhar um centavo com isso, é que podemos fazê-lo quase sempre sem interrupção. Desligo o celular, isolo-me e, então, posso deliciar-me ao digitar qualquer coisa que dificilmente será lida por alguém. Afinal, vivemos num país que ocupa um dos últimos lugares do ranking mundial da educação. Seria muita exigência esperar que alguém o fizesse, ou demonstrasse um pingo de educação. 

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