sexta-feira, 17 de junho de 2011

A RAPIDEZ ESTONTEANTE E EFICÁCIA DE NOSSA JUSTIÇA

Admito desconhecer profundamente leis e processos. Baseado tão somente em informações, muitas vezes distorcidas pela mídia, injustamente acabo pensando que nossa Justiça não é tão justa e cega como deveria.
Ao ler sobre o caso do ex-jogador e atual comentarista esportivo Edmundo Alves de Souza Neto,o “Animal”, descobri que o crime por ele cometido em 2 de dezembro de 1995,só foi julgado quatro anos depois. Uma vez condenado a quatro anos e seis meses de prisão, em regime semiaberto, só na madrugada de hoje foi preso num flat, num bairro da zona sul de São Paulo.
É interessante a forma como se abordam criminosos no país. Fosse um traficante, ou ladrão de galinhas, a polícia entraria metendo o pé na porta, algemaria o sujeito, sem dar-lhe tempo de vestir uma camisa, ou calçar um chinelo. Como se tratava do “Animal”, o delegado bateu gentilmente à porta, permitiu que tomasse banho e ainda ligasse para o advogado. Tudo na maior educação e cordialidade.
Mesmo sem ter curso superior, o ex-jogador, que só concluiu a 6a.série do primeiro grau, teve direito à cela individual para não se misturar com a ralé. Claro que seu advogado tentará mais e mais recursos para reduzir a pena,quem sabe transformando-a em trabalhos comunitários e aulas de boas maneiras em alguma ONG. Afinal, é esse o seu papel.
Bom mesmo é saber como se arrasta indefinidamente o caso que envolve o chefe do mensalão e os 40 ladrões. Sabemos em que tudo isso dará, certo? Preparem, então, o catchup.
Malandro candidato a malandro federal que nunca se dá mal...

Para ler sobre nossas belíssimas leis:

Sobre a morosidade da Justiça:

Notícia sobre a morte de PC Farias:
"Para ele (Alberto Jorge Correia), a demora no caso ocorreu porque “o sistema penal brasileiro é esquizofrênico”. “Em todo lugar do mundo você tem dois graus de recurso. No Brasil você tem quatro”, disse, citando ainda que se passaram cinco anos para que o ministro Joaquim Barbosa negasse o recurso e autorizasse a convocação do júri. “Mas não é culpa dele, que tem 50 mil processos para julgar. É culpa do sistema”, disse Correia, que também é professor de direito da Universidade Federal de Alagoas".

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