"Ganhe o respeito dos demais tendo a ousadia de ser você mesmo". Dr.House.
Há nove anos o Universal Channel anunciava uma nova série: House. Tratava-se de um médico obstinado em encontrar um diagnóstico que nenhum outro fosse capaz de fazê-lo. Quando assisti ao piloto da série, identifiquei-me com o protagonista. Não sem restrições, obviamente.Jamais concordei com a forma pela qual ele se relacionava com sua equipe, colegas e pacientes. Entretanto, o médico ateu possuía um certo sarcasmo que se popularizou entre fãs do mundo todo.A série durou oito anos, terminando ano passado com o melhor amigo dele, um oncologista chamado Wilson, tendo câncer em fase terminal.
Há nove anos o Universal Channel anunciava uma nova série: House. Tratava-se de um médico obstinado em encontrar um diagnóstico que nenhum outro fosse capaz de fazê-lo. Quando assisti ao piloto da série, identifiquei-me com o protagonista. Não sem restrições, obviamente.Jamais concordei com a forma pela qual ele se relacionava com sua equipe, colegas e pacientes. Entretanto, o médico ateu possuía um certo sarcasmo que se popularizou entre fãs do mundo todo.A série durou oito anos, terminando ano passado com o melhor amigo dele, um oncologista chamado Wilson, tendo câncer em fase terminal.
Durante todos esses
anos, acostumei-me a entrar às quintas-feiras na academia caracterizado como o
personagem, Eu cumprimentava um a um os alunos e anunciava, brincando: - Hoje
tem House.Vez por outra também entrava com a bengala e uma réplica da jaqueta de couro que
ele usava ao andar de moto.
Mal sabia o que o destino me reservava: um osteossarcoma ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Osteossarcoma ) que começou no fêmur direito,migrou para a coluna lombar, atingindo também os
pulmões com nódulos. Isso levou-me a sentir dores na coluna e praticamente
nenhum no fêmur. Só foi constatada a lesão no fêmur por meio de ressonância magnética e
tomografia computadorizada.Tive, inclusive, de não apenas fazer biópsia, mas
também implantar uma haste metálica dentro do osso para evitar fratura futura. Isso sem
contar com idas e vindas aos hospitais Santa Lúcia, São Lucas, São Francisco e novamente São Lucas.
Em todos eles recebi tratamento VIP,porém com direito a ser
devidamente espetado mais que boneco de vodu,levando-me à “destruição” das
“BR3”. Nunca fui tão picado quanto paciente de acupuntura. Médicos adoram
injetar medicações por via venosa e a retirar sangue para exames diários. Derrames
nos braços e antebraços foram constantes e, mesmo há dias já em csa, ainda não saíram sequer
com Reparil Gel.
De lá pra cá tem sido uma saga. Confinado a uma cama durante
três meses,houve perda de massa magra, especialmente de massa muscular. Mesmo
me exercitando com teraband e sessões de eletroestimulações diariamente, não
consegui impedir que a perda viesse. Agora dependo, sobretudo, de voltar a
ficar de pé e caminhar. Quando isso ocorrer, terei como recuperar-me. Até
lá,muita água rolará.
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