Foi só receber alta do São Francisco de Assis para dias
depois perceber que a fala e a deglutição estavam prejudicadas. Internei-me no São
Lucas, não sem a já famosa burocracia de sempre, ou seja, ligar um milhão de
vezes para a Amil, ficar sobre uma maca no corredor da emergência das 21h às
21h do dia seguinte para, só então, ser levado a um quarto.
Lá fiz ressonância magnética e foi constatada sinusite, muito
embora nada tenha sentido na testa os nos seios nasais. De qualquer modo estou
tomando antibiótico.
O melhor da festa foi sempre ser acordado impreterivelmente às
6h para coleta sanguínea. Minhas veias, especialmente a famosa “BR3” do Tony
Tornado, estão em estado de calamidade. Felizmente recebi alta ainda há pouco e
somente na próxima terça-feira farei novo exame de sangue, o que me deixará de
férias temporárias de dublê de boneco de vodu.
É de fato muito duro viver tendo os braços e antebraços
espetados diariamente, conferindo-lhes um aspecto de viciado do filme “Rush”,
cujo trilha sonora foi composta por meu ídolo Eric Clapton. Ele jamais imaginaria
quantas vezes embalei meu sono, especialmente em dias chuvosos com tal CD. O
som é espetacular.
Agora só me resta aguardar a medula voltar a produzir
plaquetas e ferro. Não adianta tomar suplemento de ferro, segundo os médicos.
Fosse assim, a anemia seria prontamente combatida.
Não posso me queixar do tratamento VIP que recebo cada vez
que me interno. Sou muito bem tratado pela equipe multidisciplinar.
A vida é assim...
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