terça-feira, 13 de agosto de 2013

E O PULSO AINDA PULSA


Foi só receber alta do São Francisco de Assis para dias depois perceber que a fala e a deglutição estavam prejudicadas. Internei-me no São Lucas, não sem a já famosa burocracia de sempre, ou seja, ligar um milhão de vezes para a Amil, ficar sobre uma maca no corredor da emergência das 21h às 21h do dia seguinte para, só então, ser levado a um quarto.
Lá fiz ressonância magnética e foi constatada sinusite, muito embora nada tenha sentido na testa os nos seios nasais. De qualquer modo estou tomando antibiótico.
O melhor da festa foi sempre ser acordado impreterivelmente às 6h para coleta sanguínea. Minhas veias, especialmente a famosa “BR3” do Tony Tornado, estão em estado de calamidade. Felizmente recebi alta ainda há pouco e somente na próxima terça-feira farei novo exame de sangue, o que me deixará de férias temporárias de dublê de boneco de vodu.
É de fato muito duro viver tendo os braços e antebraços espetados diariamente, conferindo-lhes um aspecto de viciado do filme “Rush”, cujo trilha sonora foi composta por meu ídolo Eric Clapton. Ele jamais imaginaria quantas vezes embalei meu sono, especialmente em dias chuvosos com tal CD. O som é espetacular.
Agora só me resta aguardar a medula voltar a produzir plaquetas e ferro. Não adianta tomar suplemento de ferro, segundo os médicos. Fosse assim, a anemia seria prontamente combatida.
Não posso me queixar do tratamento VIP que recebo cada vez que me interno. Sou muito bem tratado pela equipe multidisciplinar.

A vida é assim...  

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