Quando Tim Maia resolveu aderir à
seita “Universo em desencanto”, teve inspiração para compor “Azul da Cor do Mar”,
um clássico da MPB. A letra é bem interessante. Foi, inclusive, regravada pelos
Paralamas do Sucesso, porém não obteve, na opinião, o mesmo impacto. Há coisas
que só ficam bem no original. “Conceição” interpretada por qualquer outro
cantor que não seja Cauby, jamais será a mesma coisa, ainda que cantada por bons
imitadores.
Já disse que tenho amigos das
mais variadas crenças, porém os espíritas são os que mais parecem estar
convictos sobre o que lhes convém. Crêem em reencarnação, em carma, “evolução” e “involução”, em pagamento de dívidas
negociadas com o “criador” (que dependendo do seu bom humor de momento...), em
psicografia e outras coisas mais. Limito-me a ouvi-los e agradeço-lhes pelas
mensagens de apoio. Afinal, desejam ajudar-me.
No filme “Antes de partir”, com
Jack Nicholson e Morgan Freeman, o personagem daquele diz não saber o que deve fazer
uma lesma para “evoluir”. Achei ótima sacada.
Também é interessante perceber
que todos procuram justificar qualquer coisa como “causa/efeito”, apegando-se à
máxima de que “nada é por acaso”. Então, se estão passando por determinada
provação é porque precisam “pagar para evoluir/se purificar”.
O fato é que, independentemente
de qualquer especulação, todos nós só saberemos se há ou não algo além da
morte, quando chegar nossa hora. Antes disso, considero total perda de tempo elucubrar
e, o que é muito pior, querer convencer ateus, céticos e agnósticos de que estejam errados.
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